Para crianças que estão começando a ler, essa brincadeira com as sílabas é perfeita. E, no fim do livro, tem informações históricas sobre esses monstros e os filmes que protagonizam. A gente se diverte junto com as crianças. Bem que o Drácula diz, na capa, que o livro é pra toda a família.
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Monstros do cinema
Para crianças que estão começando a ler, essa brincadeira com as sílabas é perfeita. E, no fim do livro, tem informações históricas sobre esses monstros e os filmes que protagonizam. A gente se diverte junto com as crianças. Bem que o Drácula diz, na capa, que o livro é pra toda a família.
terça-feira, 23 de junho de 2020
A fome do lobo
A história é do tipo lenga-lenga, vai se repetindo a cada novo personagem (enquanto a impaciência e a fome do lobo crescem). Em seu caminho, ele encontra vários bichos: rato, porco-espinho, jabuti, sapo, touro... Mas todos o convencem, com um bom argumento, de que não será um bom negócio devorá-los. Até que ele chega à cidade, entra pelo primeiro portão que encontra aberto e bate à porta. Que surpresa legal! Não dá pra contar mais. Vale a leitura, de preferência com um pequeno do lado.
segunda-feira, 22 de junho de 2020
O rapaz que se casou com uma sapa
Ele gaguejou, mas respondeu:
- Sim, mas do jeito que está, só a nado.
(...)
- Se você quiser, eu carrego você. Mas tem uma condição. (...) você promete que casa comigo depois?
Mangando da sapa, o rapaz prometeu na mesma hora. Casar com uma sapa, já se viu? Ele não acreditava em feitiço. Ela o atravessaria e ele iria direto para a casa da namorada. Na volta daria um jeito, que enganar uma sapa ia ser muito fácil!, ele pensou."
O título do livro já adianta o final, mas a graça está justamente no desespero do moço ao se dar conta, pouco a pouco, de que traçou seu destino no momento em que tentou se aproveitar da boa vontade da sapa apaixonada.
domingo, 21 de junho de 2020
Três desejos para o Sr. Pug
Na história, uma fadinha espevitada quer desamarrar a cara do Sr. Pug realizando-lhe três desejos. Sugere várias coisas alegres e coloridas (algumas esdrúxulas) para animá-lo, mas, percebemos que, assim como Maroca, ele não quer muito da vida além de comida e sossego.
sábado, 20 de junho de 2020
O monstro monstruoso da caverna cavernosa
"O Monstro torceu os seus dois narizes e cruzou os seus quatro braços.
- Ora bolas, devorar princesas! Elas têm um gosto horrível! Por que não me deixam tomar sorvetes em paz? Ora bolas, bolas, bolas...
Monstro Monstruoso não queria ser expulso da Associação. Toda a sua família Monstruosa era sócia! Mamãe Monstra não ia gostar nem um pouco se viesse a saber... E ela ficaria sabendo! Os monstros, além de serem... bem... monstruosos e de gostarem muito de assustar as pessoas, adoram uma fofoca."
Precisamos mesmo ceder à pressão de ser o que os outros esperam de nós? E se nossa essência for outra? Será que não vale a pena correr o risco de decepcioná-los pra fazer o que nos dá prazer? O Monstro Monstruoso deu seu jeito.
sexta-feira, 19 de junho de 2020
Outra vez os três porquinhos
"- Que foi que lhe aconteceu? - indagou Linguicinha.
- Pois eu perdi o sono e não há maneira de achá-lo.
- Que jeito tem o seu sono? - perguntou Salsicha.
Vaca Fria respondeu:
- Meu sono é um bicho preto e peludo, que ronca.
- Então nós vamos ajudar a senhora a procurar o seu sono! - declarou Sabugo.
Saíram os três e mais a Vaca Fria em busca do sono perdido. Procuraram nos quintais, nas praças, dentro das latas de lixo, nas sarjetas... Nada."
Na leitura de ontem à noite, eu me identifiquei com a Vaca Fria. Lemos "Outra vez os três porquinhos", do Érico Veríssimo, com ilustrações da Eva Furnari, publicado pela Companhia das Letrinhas. Do pacote de livros novos, foi o escolhido do Gui, mesmo ciente de que se tratava de uma continuação. O início da história está no livro "Os três porquinhos pobres", que também veio no pacote, mas não tem na capa os porquinhos vestidos de mosqueteiros, com uma espada apontada pro céu e um quarto elemento misterioso liderando o grupo...
"Outra vez os três porquinhos" não é dos melhores infantis do Érico Veríssimo na minha opinião, mas tem a participação especial do Elefante Basílio (que eu adoro!) e umas passagens bem divertidas, como a da Vaca Fria.
A propósito, alguém viu meu sono por aí?
quinta-feira, 18 de junho de 2020
Quanto tempo!
É... faz tempo. Um ano, precisamente. No segundo semestre do ano passado, meus dias foram de descoberta. Não produzi muito na área literária. Pesquisei pra caramba e participei, sim, de eventos, mas como ouvinte. Uma pausa que me fez bem, para repensar meu rumo e talvez me reinventar.
Este ano de 2020 começou devagar quase parando para mim, assim como a segunda parte do ano passado, em matéria de produção literária. Com o início da quarentena, então, parou de vez. De qualquer forma, apesar de não estar escrevendo nem desenhando muito coisas minhas, continuo na velha rotina de ler para meu filhote todas as noites. São essas leituras que eu tenho indicado nas redes sociais nos últimos dias, sempre comentando minha impressão sobre cada livro. Além disso, tem minhas artes pós-leitura, que também pretendo compartilhar de alguma forma. Veremos.
Devagar e sempre.
Até breve.
segunda-feira, 17 de junho de 2019
"Um divagar em alta velocidade" na TV!
Está disponível no YouTube o programa EducAção, da TV ALERJ, que participei falando um pouco do meu livro “Um divagar em alta velocidade”, publicado pela Editora Quase Oito. Acesse aqui.
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Lançamento do livro Pulando de Poesia

Com uma chuvinha boa lá fora, no último domingo de manhã, no Balaio, teve lançamento do livro "Pulando de poesia", com poemas de Cecilia Botana e ilustrações minhas. Sucesso!
quinta-feira, 2 de maio de 2019
11ª Festa Literária de Santa Teresa

Momentos na FLIST 2019. Domingo 28/04: bate-papo sobre como nascem os livros no Túnel Literário, seguido de lançamento do livro de contos “Nuvem” (vários autores, Cartonera Carioca + Editora Quase Oito)
quinta-feira, 25 de abril de 2019
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Um divagar em alta velocidade no Youtube
Fechando o feriado de ontem com um presente maravilhoso! Uma resenha do meu livro "Um divagar em alta velocidade", publicada pelo escritor Humberto Conzo Junior, em seu canal Primeira Prateleira, no Youtube. Assista em https://www.youtube.com/watch?v=P2uq1OhekbU&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3K5mLSUoq92bRflSCfxKbElMn26-9D6HyylZH0M9hAbR4bi609AvBb5rI.
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Manhê, tô no site da MultiRio! :D
Participei de uma matéria da MultiRio sobre "O papel da imagem na literatura infantil", por Fernanda Fernandes. Leia em http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/14899-o-papel-da-imagem-na-literatura-infantil?fbclid=IwAR0SzuVEl_AVlPmhJlAugRXNIqgbLDbciPaApmnIxD5aLOtb1AlV8tYv550.
sábado, 6 de abril de 2019
Um divagar no EducAção

Ontem foi dia de gravação na TvAlerj. Na companhia das queridas Pepita Sampaio, Patricia Capella, Andrea Taubman e Juliana Lessa, falei um pouquinho de "Um divagar em alta velocidade" numa edição do programa EducAção, com a apresentadora Daniela Lobo.
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Contação e performance de ilustrações na creche Amora
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Lançamento de "Um divagar em alta velocidade" e "A menina e a árvore" na Biblioteca Machado de Assis
Sem palavras. Emocionante. Confesso que fiquei tensa vendo tanta gente que eu amo fazendo fila pra falar comigo. Nem consegui fotografar todos que estiveram lá. Me senti querida. Explodi de amor.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Um divagar na MACCULT

...e quem não puder ir à tarde no lançamento, pode ir pela manhã, lá na MACCULT, no CEAT! É isso aí! Não tem desculpa! Dia 25/08 tem lançamento em dose dupla de "Um divagar em alta velocidade". Espero vocês!
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Lançamento de "Um divagar em alta velocidade" e "A menina e a árvore" no Rio de Janeiro!
Olá, pessoal! Dia 25 deste mês, sábado, das 13h30 às 16h, Leticia Sardenberg e eu estaremos na Biblioteca Machado de Assis, em Botafogo, para o lançamento dos nossos livros publicados pela Quase Oito. O meu, "Um divagar em alta velocidade", e o da Lê, "A menina e a árvore", que tive o prazer de ilustrar. Aparece lá! ;)
segunda-feira, 30 de julho de 2018
FLIP 2018

Como explicar a sensação de participar da FLIP 2018? Foi tudo tão gratificante, inspirador, tão incrível... Obrigada aos amigos que puderam estar lá comigo e àqueles que me acompanharam em pensamento!
domingo, 29 de julho de 2018
"Um divagar em alta velocidade" no blog "Livros para todas as idades"
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Lançamento de "Um divagar em alta velocidade" na FLIP!
quarta-feira, 18 de julho de 2018
quinta-feira, 12 de julho de 2018
Quém quém

quarta-feira, 4 de julho de 2018
Salão FNLIJ 2018
Encontro lindo de artistas queridos no Salão FNLIJ! Tarde de trocas maravilhosas! Viva a LIJ!
Foto da poderosa Soraya Pamplona.
sábado, 16 de junho de 2018
Festa junina

terça-feira, 8 de maio de 2018
Para desembaçar
sábado, 14 de abril de 2018
Conversa ilustrada na FLIST

Hoje a tarde foi animada! Juntamos meus Livretos Coloridos com o Engolidor de espelhos, Aquarela e Livroeiro da querida Pepita Sampaio! Um bate-papo delicioso na Livraria Largo das Letras durante programação paralela da FLIST.
quinta-feira, 1 de março de 2018
Epifania

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Qual é a letra?

domingo, 7 de janeiro de 2018
Feliz 2018!

Começou diferente mesmo, o 2018. Com cheiro de mudança, muita reflexão e uma pitada de tristeza. Mas o nosso primeiro sarau Poesia no Parque do ano foi encorajador e super livre. Cada um leu o que achou que devia, de poetas consagrados ou não, poemas autorais, pessoas novas se apresentaram, gente de dentro e de fora (do grupo e do país!).
Escolhi ler dois poemas meus e o haicai abaixo, do Guilherme de Almeida:
O pensamento
O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.
Guilherme de Almeida
Feliz 2018. Obrigada, família literária. Obrigada, literatura. Obrigada, Poesia no Parque!
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Confraternização da AEILIJ
Amigo oculto dos irmãos da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil - AEILIJ.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Poesia no Castelo: lançamento do Conta-contos

Dia 02/12 foi dia de lançamento no Poesia no Castelo. O sarau, com roteiro de Ninfa Parreiras, intitulado Conta-gotas de brinquedos, encerrou-se com apresentação e autógrafos do livro Conta-contos, feito em parceria da Cartonera Carioca com a editora Quase Oito. A reação das pessoas que o manuseavam foi incrível e o que mais se ouvia era "Que mimo!" Conta-contos tem costura artesanal e um acabamento que remete às ilustrações do livro. Nas orelhas, um jogo de memória e, no miolo, brinquedos e brincadeiras em doces minicontos.
Organização de Ninfa Parreiras, ilustrações de Agostinho Ornellas, programação visual de Luciana Peralva, produção e acabamento de Miriam Ribeiro, Patricia Capella e Tatiana Kauss, com a participação especialíssima de Maria Izabel Cetto na costura.
Os dezesseis autores: Agostinho Ornellas, Andréa Apa, Andrea Taubman, Antonella Catinari, Ismar Barbosa, Juliana Borel, Luciana Peralva, Marcela Fernandez, Martha Gomes, Miriam Ribeiro, Patricia Capella, Pepita Sampaio, Sol Mendonça, Tânia Barroso, Tatiana Kauss e Vera Bastos.
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Mapas Literários na Escola Modelar Cambaúba
Hoje, na Escola Modelar Cambaúba, na Ilha do Governador, fomos presenteadas com uma manhã de leituras e afetos. Juliana Borel, Marcela Fernandez, Miriam Ribeiro, Pepita Sampaio e eu, além, é claro, da nossa querida Vera Bastos, que nos fez o convite, falamos um pouco de nós e da nossa antologia Mapas Literários: o Rio em histórias para as turmas do sétimo ano da escola, que fizeram um trabalho lindo acerca dos contos do livro. Os alunos deram um show de criatividade e nos emocionaram com flores, cartas e muita poesia. Obrigada, Verinha, por promover esse encontro maravilhoso com seus alunos (eles são demais!) e sigamos juntas! Viva a literatura!
sábado, 21 de outubro de 2017
Carta à memória

Escrevo para registrar meu apreço por você. Acredito que já tenha ciência disso, mas não custa frisar. Desde cedo, cresce em mim o medo de, um dia, perdê-la. Deixar de ser quem sou. Pior que morrer é viver sem lembrar.
Era um encontro de família. Meu pai ao piano. Sua voz se misturava às de minhas tias, tios e... à minha. Uma cena usual, não fosse a plena certeza que eu tinha de jamais ter cantado aquela canção na vida. Marchinha de carnaval, falava de boias-frias bebendo para esquecer, seus sonhos de bife a cavalo com batata frita e, de sobremesa, goiabada cascão. Com muito queijo. Como eu podia ter apagado tudo aquilo?
A música era O Rancho da Goiabada, do João Bosco e do Aldir Blanc, que logo se emendou em João e Maria, do Chico. Minha voz cantava sem mim. Seria possível? Foi quando, na gravação, ouvi um choro de bebê, seguido da voz de meu pai: – Espera um pouquinho, Luciana. – Vrrrvvrrdfgtgghhhhhvrrr. Rebobinei a fita. – Espera um pouquinho, Luciana. – Ouvi tudo de novo. E de novo. Chorei e ri muito, agarrando-me a você e agradecendo por permanecer comigo. A voz que pensei ser a minha era de minha mãe, com a minha idade atual. Um susto. Peça pregada por uma lembrança alheia.
Devia haver maneira de costurá-la nas ideias. Leonard, no filme Amnésia, de Christopher Nolan, tatuava o próprio corpo com pistas sobre si mesmo. Gosto da estratégia. A tatuagem gruda na gente e não sai mais. Fiz minha primeira tatuagem com quase 40 anos.
Funes, o memorioso, de Borges, à primeira vista me pareceu o retrato da perfeição. Até o mesmo conto desconstruir essa impressão, provando por A+B as limitações de ser uma enciclopédia ambulante.
Uma pessoa enlouquece por total esquecimento ou por não saber articular memórias demais. Fico com a segunda opção, caso possa escolher. Simpatizo com o ditado “o que abunda não atrapalha” e me desce um tanto quadrado o tal “antes só do que mal acompanhada”.
Aquela cassete Basf não toca mais. O toca-fita tornou-se artigo raro. Assim como ouvir meu pai ao piano. Nem tudo se resolve com tatuagem. Até quando guardarei comigo a gargalhada contagiante do meu irmão caçula? E o cheiro de aconchego da minha avó?
Estou me estendendo demais. Queria apenas dizer que te amo e que não sei viver sem você. Às vezes te sinto distante, volátil, fulgaz. Isso me paralisa. Não me deixe só.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Ainda sobre o 19º Salão FNLIJ
O Notícias 08 da FNLIJ faz um belo levantamento dos acontecimentos no 19º Salão FNLIJ. Leitura recomendadíssima!
Segue abaixo um recorte sobre a entrega do prêmio do Concurso FNLIJ Era uma vez... uma proposta de leitura compartilhada:
Elizabeth Serra apresentou a premiação do Concurso FNLIJ Era uma vez... uma proposta de leitura compartilhada do DILI – Dia Internacional do Livro Infantil IBBY de 2016, quando a FNLIJ foi a patrocinadora da mensagem. As vencedoras Jenny Iglesias Polydoro Fernandez da categoria relato real e Luciana Monteiro Peralva, da categoria relato ficcional, ambas do Rio de Janeiro, estiveram presentes para receberem seus certificados com presença de seus familiares. Em suas falas, contaram seus comprometimentos com a causa da literatura e sobre os textos apresentados. A emoção das ganhadoras, expressando a importância da premiação, é o maior e melhor retorno para a FNLIJ continuar com os reconhecimentos daqueles que fazem no seu dia-a-dia a diferença para o futuro de crianças. Os textos vencedores foram publicados no Notícias 12 de 2016, disponível em PDF no site www.fnlij.org.br.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Sábado, dia 26 de agosto, 10h30, tem o sarau Poesia no Castelo (CEAT).
Poemas de Mário de Andrade. Roteiro que escrevi em parceria com Beto Silva e Ninfa Parreiras. Teremos participação especial do ilustrador Ivan Zigg que vai autografar seus livros!
#saraudepoesia
#poesianocastelo
#ceat2017
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Rosa?
Improviso com a palavra "rosa". Deixei num caderninho na exposição Poesia Agora na Caixa Cultural. Está um barato e vai só até 05/08! #poesiaagora
domingo, 25 de junho de 2017
Lançamento de "Histórias no Prato"!

quinta-feira, 22 de junho de 2017
Premiação na cerimônia de abertura do 19º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Leia Natureza de Coelho na página 4 do Jornal Notícias Dezembro de 2016 da FNLIJ! :D
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Crônica de um resgate

terça-feira, 23 de maio de 2017
Performance de ilustração na FLIST

Divertidíssimo!!! Se tivesse tempo, certamente eu teria desenhado muuuito mais com essa galerinha super interessada. Adorei.
domingo, 7 de maio de 2017
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Suada finesse

Padecia de sudorese severa. Uma disfunção que fazia Percevânia penar, desde seus primeiros anos na escola, com a zombaria dos colegas e os apelidos que colecionava. Seu sobrenome, Quevejo, ajudou na criação de um deles em especial. Aquele que carregou até se tornar adulta e lhe deu a inspiração de que precisava para sua grande reviravolta: Percevejo. Viveu anos de úmida agonia sem se dar conta de que nela dormia seu trunfo.
De tanto ser comparada a um inseto que conhecia apenas pelo que diziam os leigos, a moça iniciou um estudo aprofundado sobre um xará seu: o Nezara Viridula ou, para os íntimos, Maria-fedida. A cada descoberta, identificava-se um pouco mais. Lia teses extensas sobre o inseto com tamanho gozo que mais parecia estar num transe de autoconhecimento. Incorporou aos poucos alguns comportamentos do bicho e passou a criá-lo para entendê-lo melhor. Observou, alimentou, amou, dissecou as criaturas. Percebeu o poder da substância que expeliam. Aprendeu a manipulá-la. Apaixonou-se e fez da depuração daquele cheiro sua razão de viver.
Numa reflexão sobre odores e fedores, recorreu à analogia para concluir que, em vez de asco, o cheiro de percevejos poderia causar atração. Não há quem diga que cecê excita? Entre fragrância e futum, um fio tênue. Em seu divagar, Percevejo suava. Muito. Essência, perfume. Sentia a epifania à espreita.
Por sua afinidade com experimentos, formou-se em Química. Trabalhava no laboratório durante o horário de expediente e em casa, à noite, com seus exóticos bichinhos de estimação. Em pouco tempo, estava no topo de uma grife importante. Passou a frequentar ambientes de luxo e consumir produtos finos.
– Aceita um café, madame?
Naquela bebida estava a resposta. Quando soube que o grão do café que estava prestes a degustar, um dos mais caros do mundo, era colhido das fezes de elefantes, tudo clareou. Que delícia: amargor atenuado, aroma floral, sabor com notas de chocolate ao leite, nozes e frutas vermelhas. Eureka! Que mal haveria em borrifar umas gotas de essência de percevejo no cangote se já ingerimos algo que saiu do fiofó do elefante?
Do encontro com a bebida reveladora até o dia seguinte na empresa, Percevejo nada fez além de redigir o projeto da sua vida. Sua essência. Apresentou a todos que estavam dispostos a ouvir. Recebeu ofertas, aplausos.
Hoje a Perce V. é a grife líder mundial em perfumaria por suas fragrâncias inovadoras. Sua falecida fundadora não concedia entrevistas e muito se especulou sobre ela. Após a morte, em sua casa, completamente tomada de percevejos, foram encontrados arquivos valiosíssimos que mostram, em curiosos detalhes, o processo de depuração do perfume mais caro do planeta.
quarta-feira, 15 de março de 2017
Caça às personagens

Voava baixo e em silêncio o vulto na noite de Santa Salém. Esgueirando-se pelas ruelas empoçadas, agarrada a um embrulho, Eulália dirigia-se determinada à casa dos Boaventura. Gente de posses, dada à caridade. Não se negariam a abraçar e assumir o que para ela, naquele momento, não passava de um estorvo. Teria então a chance de parar de viver no erro e redimir-se. Deitou, com cuidado, o pacote no capacho da família abastada, olhando-o nos olhos. Scriptum est, disse o bebê. Hein? Eulália quase arremessou a criança ao ouvir aquelas palavras que, pronunciadas por um recém-nascido, pareciam coisa do demo. Tinham mesmo sido ditas? Seus olhos pregaram-lhe uma peça? Os ouvidos? Resolveu desaparecer antes que o delírio voltasse a atormentá-la. Véu na cabeça, terço na mão, estrada no pé. Partiu sem titubear, farta de fantasias.
De dia era Maria, de noite, João. Num dia era polícia, no outro, ladrão. Como Amélia nunca descobriu sua identidade, concluiu que podia ser qualquer um. Ativista, pacifista, vigarista, artista. Ajudava na igreja, fazia bico no cabaré. Acreditava em cada papel com a mesma certeza. Clandestina de nascença, exercia todos os ofícios. Especialista em generalidades e invencionices. Esse jeito múltiplo-transitório de se encarar era o único que conhecia e incomodava muita gente. Costumava ser alvo de piadas e vaias dia após dia. Seus vizinhos só lhe concediam uma trégua no carnaval, quando pareciam se comportar como ela. Encarnavam personagens, fantasiavam-se, davam férias aos preconceitos. Nesses dias, porém, Amélia preferia a reclusão.
Depois da morte do último Boaventura legítimo, que se afogou nas dívidas, Santa Salém perdeu o que lhe restava do respeito por Amélia. Com abordagens cada vez mais hostis, os vizinhos tentaram de tudo para tirá-la de circulação. A moça passou a ser considerada altamente prejudicial aos bons costumes da cidade e se tornou questão de ordem pública. Policiais armados cercaram sua casa. Trouxeram uma representante da igreja para tentar convertê-la. Missão para Madre Eulália, da paróquia de Santo Paoco, que veio voando em seu hábito negro e invadiu a casa com violência.
Não se sabe o que houve lá dentro, mas em três dias um misterioso incêndio lambeu toda a construção. Quase fundidos num abraço, os corpos foram encontrados: a bruxa e a freira. Sentenciadas à mesma fogueira. Scriptum est.
domingo, 15 de janeiro de 2017
Começando o ano com Gullar
Em nosso primeiro sarau do ano, homenageamos o saudoso poeta Ferreira Gullar. Miriam Ribeiro, Pepita Sampaio, Rachel Facó e eu adaptamos nosso roteiro já apresentado na FLIST de 2015. Uma linda manhã, com a presença da Anna Claudia Ramos, a quem eu tanto queria conhecer pessoalmente. Viva Poesia no Parque! Feliz 2017!























