sexta-feira, 24 de julho de 2020

Sofia e o dente de leite


"O avô de Sofia disse
que se não fosse arrancado
ficaria em cima do novo,
assim, meio encavalado.
Sem dente, o Vô se lembrou
da forma que achava certa:
amarrar na maçaneta,
e quando a porta fosse aberta...
o dente pulava longe!
Sofia tremeu todinha
e preferiu ela mesma
tentar laçar com uma linha."

Quando me apresentaram esse livro, vi que seria perfeito pra ler com o Gui, que começou a perder os dentinhos de leite há pouco tempo. Neste momento, um incisivo central da arcada superior está em contagem regressiva, "malemodente".

Então peguei emprestado "Sofia e o dente de leite", do Henrique Rodrigues, com ilustrações da Bruna Assis Brasil, editora Memória Visual, e lemos ontem. Uma pena que esteja esgotado. Vou ver se encontro na Estante Virtual.

O livro, todo em verso, fala das dúvidas de Sofia sobre o dente que está mole e doído. Ela sofre imaginando como e quando ele vai cair, a mãe e o melhor amigo tentam amenizar sua angústia, lembrando da fada do dente e das vantagens de ter um sorriso com janelinha.

Nas ilustrações, as colagens com fotografias de dentes adultos (e a falta deles) são bizarras e, ao mesmo tempo, engraçadíssimas.

Guilherme gargalhou ao se deparar com o buraco no sorrisão do amigo da Sofia. Tenho a impressão de que ele está torcendo pra ter um igual.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Lino


"Naquela manhã Lino acordou triste. Lua havia desaparecido da loja de brinquedos. Lua era uma coelhinha branca, com uma luz que acendia na barriga toda vez que ela dava risadas."

Já passava da hora de dormir, eu estava com sono, mas, se não rolar história, o tempo fecha. Tudo bem. Peguei um livro de texto curtinho. Lemos "Lino", escrito e ilustrado pelo André Neves, editora Paulinas, pela sétima ou oitava vez. Fazia tempo que não pegávamos.

De quando em quando preciso rearranjar nossa coleção de livros infantis pra enxergar as preciosidades que temos. "Lino" é um livro de poucas palavras, com imagens belíssimas, cheias de personalidade, cores, texturas. Verdadeiros presentes para os olhos no traço inconfundível do André Neves.

Os personagens Lino e Lua são brinquedos muito amigos que se separam por razão inevitável. Lino se entristece até conhecer Estrela, a menina alegre que traz de volta o brilho da Lua pra sua vida.

Por falar em amizade e saudade, feliz dia do amigo!

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Capitão-Cueca e O Homem-Cão


Gente, não costumo falar de livros infantis de autores estrangeiros porque acho que eles já são bem divulgados por aí, mas hoje preciso falar dessas duas coleções que têm grande valor porque fortalecem o vínculo do meu filhote com os livros e a leitura. "Capitão-Cueca" e "O Homem-Cão". Ambas de Dav Pilkey, nova edição em cores da Companhia das Letrinhas.

Não vou citar trechos das histórias desta vez porque não vale a pena. É um besteirol danado (e que criança não gosta disso?). Mas outro dia mostrei ao Gui que ia ter uma live com uma contadora de histórias na qual seria lido o novo livro do Homem-Cão. O número 6. Ele ficou animadíssimo. "Já saiu o novo?! Oba!" Então me perguntou se eu não podia ver se já tinha na livraria, pois ele preferia que lêssemos o livro juntos.

Já comprei o livro, claro, e estamos aguardando ansiosos sua chegada.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Adivinhe quem vem para assustar


"A Cuca contou que, uma noite, teve uma vontade danada de assustar menino. Pois foi.
Viu uma casa e, disfarçadamente, meteu a cara na janela. Lá dentro havia um garoto de olho vidrado numa caixa de onde saía uma luz colorida.
'É agora que faço ele pular de susto!', pensou a Cuca.
E deu um berro na janela.
O menino nem se virou. Levou o dedo indicador à boca:
- Ssshhh! - Fez, pedindo silêncio.
A Cuca não entendeu.
- Mas você não se assustou?
- Quer ficar quietinha, que eu tô assistindo televisão?"

Nós vemos tanta coisa horripilante por aí, que acabamos acostumados, anestesiados. Precisamos de estímulos cada vez mais fortes para que algo realmente nos espante.

"Adivinhe quem vem para assustar", do Maurício Veneza, ilustrado pelo Angelo Abu, editora Formato, fala sobre a frustração das lendas, que se apavoram e se arrepiam com as histórias do bicho-gente, "um ser poderoso que ameaça o mundo em que vive".

Livro divertido, mas que também dá uma boa chacoalhada no leitor e o põe pra pensar. Será que o saci, o curupira, a cuca, o boitatá estão com os dias contados?

As lendas do folclore brasileiro são um prato cheio pra mexer com o imaginário das crianças. E dos adultos também. Aqui em casa elas têm um fã e são muito respeitadas, sim, senhor! Cuidado com a cuca, que a cuca te pega!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Leituras Peraltas: Rabiscos pra começar


Hoje a dica de leitura é em forma de vídeo!

Depois de muito planejar e ponderar, resolvi parar de me esconder e colocar a cara na janela. Ou melhor, no Youtube. Criei o canal Leituras Peraltas pra falar sobre meu tema predileto: Literatura. No caso, mais especificamente sobre a brasileira voltada para a infância.

Serão dez vídeos, publicados mensalmente, com a apresentação de um livro e uma arte ligada à história. Bateu curiosidade? Assista ao vídeo. Foi preparado com muito cuidado e carinho. Se achar legal, curta, compartilhe e se inscreva no canal. Vou amar dividir minhas experiências de Leituras Peraltas com vocês!

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Só um minutinho


"Porquinho, Porquinho, você já está de pé?
- Só um minutinho! Meu corpo não quer.
- Arrumou seu quarto, Porquinho? Mas que demora!
- Só um minutinho! Falta pouco agora."

Digo ao Gui que esse é o livro sobre a vida dele. "Só um minutinho", escrito e ilustrado pelo Ivan Zigg, publicado pela Nova Fronteira, mostra um diálogo bem comum entre pais e filhos. São repetições e mais repetições até o cumprimento das tarefas. O Porquinho, protagonista da história, é o mestre da embromação e meu filhote se diverte com a identificação que rola desde o início da leitura.

O livro é bem curtinho, rimado e todo em letra bastão. Perfeito para os pequenos que estão começando a ler sozinhos. As ilustrações do Ivan Zigg, bem coloridas, maluquetes e com detalhes que contam além do que está escrito, enriquecem a dinâmica da leitura.

Há apenas um porém, na opinião do Guilherme, sobre "Só um minutinho". Ele diz que acaba muito rápido e me faz prometer ler mais uma história. Olha aí o mestre da enrolação tentando alongar a conversa pra não dormir... Daí vão mais muitos minutinhos, mas tudo bem. Ganhamos os dois. Quando o assunto é leitura, a pressa não tem vez.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Drufs


"Família Suflê

Meu nome é Bijuéli Pristila, mas todos me chamam de Biju.

Um dos meus pais se chama Nic Suflê. Ele é estrangeiro. Ele nasceu em Fritemburgo e tem sotaque. Diz JOGOLÁD em vez de chocolate, GAFÉ em vez de café. Quando eu imito a fala dele, todo mundo cai na risada.

Meu pai tem um restaurante de comida fritemburguesa. Ele é um chefe de cozinha famoso, mas quem faz comida aqui em casa é o meu outro pai, o Croassan.

Quando eu crescer, quero ser chefe de cozinha. Já sei fritar ovo e enrolar brigadeiro. Outro dia, fiz um sorvete de fristache. Meu pai Nic experimentou, cuspiu e gritou: -EGA! O GUÊ VOZÊ BÔZ AGUÍ? ESDÁ COM GOSDO DE ZABONETE!"

Ontem a barriga doeu de tanto rir na nossa hora da leitura. Gui e eu tivemos vários ataques de gargalhada com os "Drufs", da Eva Furnari, publicado pela Editora Moderna. Essa última fala do Nic Suflê quase não saiu por causa das risadas. Adoramos os Drufs, "seres parecidos com a gente, só que menores".

A professora Rubi pede a seus alunos que façam fotos de suas famílias e escrevam sobre elas algumas "coisinhas", valendo inventar! A tarefa é realizada por 16 alunos cujos nomes já são uma piada.

As famílias descritas são totalmente diferentes umas das outras. Tem aluno com dois pais, com duas mães, famílias enormes, que incluem tias, tios, avós, a prima do interior, bichos de estimação, o namorado da mãe, a nova esposa do pai e os filhos dos novos relacionamentos... Tudo com ilustrações hilárias à base das fotografias de Natalia Alavarce, com os dedos pintados e ornados pela maravilhosa Eva Furnari.

O projeto gráfico, da Claudia Furnari, é outro ponto fortíssimo do livro. A disposição das fotos, desenhos, bilhetes, as letras dos alunos. Um trabalho redondo. Quem curte literatura infantil e não conhece Drufs, precisa conhecer.

Fiquei impressionada com nosso acesso de risos lendo esse livro. Com o meu, especificamente. Gui tem 6 anos. Passamos um bom tempo só rindo do nome "Grebs"! É... espero que essa bobeira gostosa nunca me largue.

domingo, 28 de junho de 2020

Siga a seta!


"Um dia, um rapaz que vivia na Cidade das Setas começou a ter um pensamento esquisito. Um pensamento que não vinha indicado em nenhuma seta. O pensamento do rapaz segredava-lhe assim lá por dentro: o que haverá no espaço entre as setas?

Primeiro, o rapaz tentou pensar noutra coisa... distrair-se. Mas não era fácil distrair-se numa cidade como a sua, com setas nas paredes, no chão, no teto, em cada lugar onde punha a mão ou o pé.
Então, uma tarde, quando voltava para casa, o rapaz aventurou-se."

Ontem foi dia de Clube Quindim. Gui chegou no quarto dele de manhã e se deparou com seu nome num embrulho sobre a cama. Que alegria!

Esse foi nosso primeiro mês de assinatura. Demorou pra chegar por conta da situação atual, mas a surpresa valeu a pena. Meu filhote adorou "receber uma encomenda".

Os livros vêm acompanhados de um mapa de leitura (uma espécie de orientação aos adultos mediadores da leitura) e um diário do leitor ("esse foi o que eu mais amei, mamãe!"). Nesse último a criança coloca seu nome, faz um autorretrato e vai registrando suas impressões das leituras a cada mês. Uma graça.

Lemos os dois livros ontem à noite, mas vou falar aqui daquele que nós mais gostamos. "Siga a seta!", de Isabel Minhós Martins, ilustrado por Andrés Sandoval, publicado pela Companhia das Letrinhas.

Assim que pegamos pra ler, o Gui estranhou. "Nossa, quanta seta! Que confusão! Parece um labirinto." A ideia do livro parece ser mostrar ao leitor que, de vez em quando, vale a pena questionar nossas rotinas, os rumos que tomamos de forma automática, a fim de viver novas experiências, descobrir.

Mas o comentário do meu pequeno me fez refletir noutra direção. Aquele monte de informação que compõe as imagens labirínticas do livro, com verbos no imperativo, a mim parecem as incontáveis propagandas às quais somos expostos constantemente, em todos os lugares.

Lembram-me também a confusão de pensamentos numa cabeça ansiosa (acho que se minhas ideias fossem fotografadas, o resultado seria bem próximo das ilustrações desse livro). Viajei? Sei não. Acho que só peguei o caminho entre as setas.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

No meio do caminho tem uma porta


"Não aguento mais. Lá vem ela de novo. Aposto que vai falar a mesma coisa: 'Filho, abre essa porta! Quero te dar um beijo de boa noite!' Que coisa mais chata. Pra que tanto beijo? Ela pensa o quê? Que ainda sou um bebezinho pra botar na cama e ficar dando beijinho de boa-noite?"

Esta semana eles voltaram! Sim, meus óculos também, mas no dia seguinte chegou da livraria esse meu livro que emprestei pra alguém e não voltou mais. É tão bom, que fingiram esquecimento. Tudo bem. Fácil de resolver. Acho que a Anna Claudia Ramos ganhou mais um fã. Mas Anna, quero seu autógrafo de novo, tá? ;)

Sempre fui sensível, de chorar por qualquer coisa. Uma cena, um quadro, um cheiro, uma música. Mas depois que o Gui nasceu, eu virei uma maria-chorona quando o assunto é maternidade. As alegrias e os apertos.
"No meio do caminho tem uma porta", da Anna Claudia Ramos, Edições Besouro Box, é um juvenil fantástico. Durante a leitura eu ri, chorei, ri e chorei ao mesmo tempo... Resultado: amei o livro e, toda vez que alguém me pede uma indicação de juvenil, esse está no topo da lista.
Morro de medo da adolescência (do meu filho, claro, mas ainda falta um bocadinho). A criança que não é mais criança e quer provar isso aos pais e ao mundo. "No meio do caminho tem uma porta" é composto de seis contos que ilustram bem essa fase de explosões. Um livro divertidíssimo e tocante. Recomendo para adolescentes e pais que passam, passaram ou ainda passarão, com seus filhos, por essa fase que mais parece um teste de paciência e persistência na vida.

"No dia seguinte, encontrei a porta fechada e a famosa frase: 'Tô ocupado, mãe!' Mas não liguei, não. Dei meu boa-noite e fui dormir. Por enquanto, no meio do caminho tem uma porta. Mas as portas abrem e fecham. Não é pra isso que elas servem? Pra abrir e fechar?"

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Conversê


"- João?
- Hm?
- Você tá dormindo?
- N-n-não.
- Quê que é conversê?
(...)
-João?
-Hm.
- Quê que é 'fiada'?
- Sei lá, Zeca.
- É que a vizinha falou pra mãe que alguma coisa era conversa fiada.
- Ah, é a mesma coisa que papo furado.
- Tem nada a ver com fio, não?
- ?
- É que a vó disse que antes os telefones tinham fio.
- ?
- Eu achei que conversa fiada era conversa antiga pelo telefone.
- Chega de conversê, vamos dormir."

Ah, a hora de dormir! Que momento tão bom pra jogar conversa fora, não? O Gui adora puxar assunto assim que apago a luz e peço a ele pra fechar os olhos pra dormir. E, quando eu penso que ele embarcou no sono, lá vem uma pergunta de dar nó nas ideias. "Caramba, de onde ele tirou essa agora?" Algumas vezes, levo um tempo pra me situar e responder. Outras, ele precisa me chamar de novo, porque, bem diferente dele, caio no sono fácil, fácil.

Deve ser por isso que ele se identificou tanto com o Zeca, quando lemos "Conversê", do Luiz Raul Machado, ilustrado pela Marilda Castanha, publicado pela Galerinha, do Grupo Record. Quando me deparei com esse livro lá no salão da FNLIJ, achei o máximo e o trouxe pra nossa coleção. Não só pelo texto cheio de humor e brincadeiras com o Português do Luiz Raul, mas também pelo belo trabalho de projeto gráfico + ilustrações da Marilda Castanha. No entanto, eu não esperava que ele fosse fazer o Gui rir tanto. Cada vez que o Zeca chamava o irmão mais velho: "João?" era mais um "KKKKKKKKK". O maior barato!

Ontem a hora de dormir foi assim. Cheia de conversê. O livro foi lido duas vezes seguidas. Fora o conversê de sempre que veio depois.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Monstros do cinema


Meu dia começou bem hoje! Estava preparando o café da manhã e estranhei o silêncio da casa. Quando Gui está comigo, normalmente tem cantoria no ar, narração da aventura de algum herói, sonoplastia de lutas e por aí vai. Então, fui de fininho até o quarto dele e me deparei com meu filho entretido, folheando um livro sozinho. Que emoção... Ultimamente ele tem preferido os jogos e a tv. Isso tem me causado uma certa angústia. Pedi pra tirar uma foto e ele posou com o livro, criando o Guícula!

"Montros do cinema", de Augusto Massi e Daniel Kondo, publicado pela SESI-SP Editora, é um livro-brinquedo que apresenta onze monstros divididos em três partes. Nele podemos, por exemplo, combinar a cabeça da Múmia, com o tronco do Lobisomem e as pernas do Drácula, criando a Músola!

Para crianças que estão começando a ler, essa brincadeira com as sílabas é perfeita. E, no fim do livro, tem informações históricas sobre esses monstros e os filmes que protagonizam. A gente se diverte junto com as crianças. Bem que o Drácula diz, na capa, que o livro é pra toda a família.

terça-feira, 23 de junho de 2020

A fome do lobo


"Naquela manhã o lobo acordou com fome, com muita fome. Espreguiçou-se e saiu pela floresta determinado a devorar o primeiro que aparecesse na sua frente."

"A fome do lobo", da Cláudia Maria de Vasconcellos, ilustrado pelo maravilhoso Odilon Moraes e publicado pela editora Iluminuras, foi nossa leitura de ontem. É um livro bem gostoso de ler, com aquarelas lindíssimas. Quem conhece e gosta do "Grúfalo" e de histórias com lobo, como "Chapeuzinho Vermelho" e "Os três porquinhos" vai se encantar.

A história é do tipo lenga-lenga, vai se repetindo a cada novo personagem (enquanto a impaciência e a fome do lobo crescem). Em seu caminho, ele encontra vários bichos: rato, porco-espinho, jabuti, sapo, touro... Mas todos o convencem, com um bom argumento, de que não será um bom negócio devorá-los. Até que ele chega à cidade, entra pelo primeiro portão que encontra aberto e bate à porta. Que surpresa legal! Não dá pra contar mais. Vale a leitura, de preferência com um pequeno do lado.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

O rapaz que se casou com uma sapa


"- Você quer passar para o outro lado, não é, bonitão?
Ele gaguejou, mas respondeu:
- Sim, mas do jeito que está, só a nado.
(...)
- Se você quiser, eu carrego você. Mas tem uma condição. (...) você promete que casa comigo depois?
Mangando da sapa, o rapaz prometeu na mesma hora. Casar com uma sapa, já se viu? Ele não acreditava em feitiço. Ela o atravessaria e ele iria direto para a casa da namorada. Na volta daria um jeito, que enganar uma sapa ia ser muito fácil!, ele pensou."

No livro "O rapaz que se casou com uma sapa", da Cristina Villaça, com as ilustrações cheias de humor da Graça Lima e publicado pela Escrita Fina, a sapa é quem se apaixona pelo "príncipe". Um conto de fadas invertido em que o moço se acha muito esperto, enganando a pobre sapa pra se dar bem. Mas a sapa não é boba, não, senhor!
Foi um barato ver os olhinhos de espanto do Gui ao perceber cada vitória da sapa na luta pelo seu prometido. Ele não sabia se ria ou se ficava preocupado pelo rapaz. "Mas como ele vai casar com uma sapa, mamãe? Não dá! Que nojo!" Daí foi o gancho pra lembrar a ele que, quando a gente promete uma coisa, tem que cumprir. "Quem mandou ele prometer?"

O título do livro já adianta o final, mas a graça está justamente no desespero do moço ao se dar conta, pouco a pouco, de que traçou seu destino no momento em que tentou se aproveitar da boa vontade da sapa apaixonada.

domingo, 21 de junho de 2020

Três desejos para o Sr. Pug


"Que dia péssimo para o sr. Pug. Já começou pela metade, com jornal molhado, sem comida e sem café! Tão péssimo que o sr. Pug desejou não ter se levantado. Então surgiu uma fada."

"Três desejos para o sr. Pug", escrito e ilustrado por Sebastian Meschenmoser, traduzido por Julia Bussius, publicado pela Companhia das Letrinhas, foi um dos livros que lemos ontem à noite. É hilário! As caretas do sr. Pug são impagáveis e, pra quem gosta de pugs ou tem um em casa, fica ainda mais divertido. Gui gargalhou e quis mostrar pra Maroca, que também gargalhou! Hehehehe! Tá, essa parte foi por conta da nossa imaginação.

Na história, uma fadinha espevitada quer desamarrar a cara do Sr. Pug realizando-lhe três desejos. Sugere várias coisas alegres e coloridas (algumas esdrúxulas) para animá-lo, mas, percebemos que, assim como Maroca, ele não quer muito da vida além de comida e sossego.

sábado, 20 de junho de 2020

O monstro monstruoso da caverna cavernosa


"O Monstro torceu os seus dois narizes e cruzou os seus quatro braços.
- Ora bolas, devorar princesas! Elas têm um gosto horrível! Por que não me deixam tomar sorvetes em paz? Ora bolas, bolas, bolas...
Monstro Monstruoso não queria ser expulso da Associação. Toda a sua família Monstruosa era sócia! Mamãe Monstra não ia gostar nem um pouco se viesse a saber... E ela ficaria sabendo! Os monstros, além de serem... bem... monstruosos e de gostarem muito de assustar as pessoas, adoram uma fofoca."

Nossa leitura de ontem foi "O monstro monstruoso da caverna cavernosa", da Rosana Rios, ilustrado pelo André Neves, publicado pela DCL. Guilherme o puxou da estante, dizendo: "esse parece assustador!" Monstros são um sucesso com as crianças. O Gui ama. Só que o Monstruoso não é assim tão assustador. É bonzinho e engraçado. Demos boas risadas lendo a história. E as inconfundíveis ilustras do André Neves a tornam ainda mais atraente e inusitada.

Precisamos mesmo ceder à pressão de ser o que os outros esperam de nós? E se nossa essência for outra? Será que não vale a pena correr o risco de decepcioná-los pra fazer o que nos dá prazer? O Monstro Monstruoso deu seu jeito.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Outra vez os três porquinhos


"- Que foi que lhe aconteceu? - indagou Linguicinha.
- Pois eu perdi o sono e não há maneira de achá-lo.
- Que jeito tem o seu sono? - perguntou Salsicha.
Vaca Fria respondeu:
- Meu sono é um bicho preto e peludo, que ronca.
- Então nós vamos ajudar a senhora a procurar o seu sono! - declarou Sabugo.
Saíram os três e mais a Vaca Fria em busca do sono perdido. Procuraram nos quintais, nas praças, dentro das latas de lixo, nas sarjetas... Nada."

Na leitura de ontem à noite, eu me identifiquei com a Vaca Fria. Lemos "Outra vez os três porquinhos", do Érico Veríssimo, com ilustrações da Eva Furnari, publicado pela Companhia das Letrinhas. Do pacote de livros novos, foi o escolhido do Gui, mesmo ciente de que se tratava de uma continuação. O início da história está no livro "Os três porquinhos pobres", que também veio no pacote, mas não tem na capa os porquinhos vestidos de mosqueteiros, com uma espada apontada pro céu e um quarto elemento misterioso liderando o grupo...

"Outra vez os três porquinhos" não é dos melhores infantis do Érico Veríssimo na minha opinião, mas tem a participação especial do Elefante Basílio (que eu adoro!) e umas passagens bem divertidas, como a da Vaca Fria.

A propósito, alguém viu meu sono por aí?

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Quanto tempo!


É... faz tempo. Um ano, precisamente. No segundo semestre do ano passado, meus dias foram de descoberta. Não produzi muito na área literária. Pesquisei pra caramba e participei, sim, de eventos, mas como ouvinte. Uma pausa que me fez bem, para repensar meu rumo e talvez me reinventar.

Este ano de 2020 começou devagar quase parando para mim, assim como a segunda parte do ano passado, em matéria de produção literária. Com o início da quarentena, então, parou de vez. De qualquer forma, apesar de não estar escrevendo nem desenhando muito coisas minhas, continuo na velha rotina de ler para meu filhote todas as noites. São essas leituras que eu tenho indicado nas redes sociais nos últimos dias, sempre comentando minha impressão sobre cada livro. Além disso, tem minhas artes pós-leitura, que também pretendo compartilhar de alguma forma. Veremos.

Devagar e sempre.
Até breve.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

"Um divagar em alta velocidade" na TV!


Está disponível no YouTube o programa EducAção, da TV ALERJ, que participei falando um pouco do meu livro “Um divagar em alta velocidade”, publicado pela Editora Quase Oito. Acesse aqui.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Lançamento do livro Pulando de Poesia


Com uma chuvinha boa lá fora, no último domingo de manhã, no Balaio, teve lançamento do livro "Pulando de poesia", com poemas de Cecilia Botana e ilustrações minhas. Sucesso!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

11ª Festa Literária de Santa Teresa


Momentos na FLIST 2019. Domingo 28/04: bate-papo sobre como nascem os livros no Túnel Literário, seguido de lançamento do livro de contos “Nuvem” (vários autores, Cartonera Carioca + Editora Quase Oito)

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Um divagar em alta velocidade no Youtube


Fechando o feriado de ontem com um presente maravilhoso! Uma resenha do meu livro "Um divagar em alta velocidade", publicada pelo escritor Humberto Conzo Junior, em seu canal Primeira Prateleira, no Youtube. Assista em https://www.youtube.com/watch?v=P2uq1OhekbU&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3K5mLSUoq92bRflSCfxKbElMn26-9D6HyylZH0M9hAbR4bi609AvBb5rI.

sábado, 6 de abril de 2019

Um divagar no EducAção


Ontem foi dia de gravação na TvAlerj. Na companhia das queridas Pepita Sampaio, Patricia Capella, Andrea Taubman e Juliana Lessa, falei um pouquinho de "Um divagar em alta velocidade" numa edição do programa EducAção, com a apresentadora Daniela Lobo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Contação e performance de ilustrações na creche Amora

Tarde de contação e performance de ilustrações na creche Amora, a convite do arte educador e escritor Alex Andrade. Minha querida parceira Letícia Sardenberg e eu apresentamos o nosso livro A menina e a árvore, publicado pela editora Quase Oito, de um jeitinho todo especial. Como bem disse a Lê, "saímos de lá reenergizadas de FOFURA e muito felizes pela oportunidade de semear amor pelos livros no coração dos pequenos." 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Um divagar na MACCULT


...e quem não puder ir à tarde no lançamento, pode ir pela manhã, lá na MACCULT, no CEAT! É isso aí! Não tem desculpa! Dia 25/08 tem lançamento em dose dupla de "Um divagar em alta velocidade". Espero vocês!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Lançamento de "Um divagar em alta velocidade" e "A menina e a árvore" no Rio de Janeiro!


Olá, pessoal! Dia 25 deste mês, sábado, das 13h30 às 16h, Leticia Sardenberg e eu estaremos na Biblioteca Machado de Assis, em Botafogo, para o lançamento dos nossos livros publicados pela Quase Oito. O meu, "Um divagar em alta velocidade", e o da Lê, "A menina e a árvore", que tive o prazer de ilustrar. Aparece lá! ;)

segunda-feira, 30 de julho de 2018

FLIP 2018


Como explicar a sensação de participar da FLIP 2018? Foi tudo tão gratificante, inspirador, tão incrível... Obrigada aos amigos que puderam estar lá comigo e àqueles que me acompanharam em pensamento!

domingo, 29 de julho de 2018

"Um divagar em alta velocidade" no blog "Livros para todas as idades"

Olha aí o vídeo que o blog "Livros para todas as idades" publicou! Nele eu falo um pouquinho sobre "Um divagar em alta velocidade", meu novo livro, que tive o prazer de lançar, pela Editora Quase Oito, na FLIP. Espero que gostem! Obrigada, Marthinha Gomes, Neide Graça e Mercedes Fernandes. Beijos!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Lançamento de "Um divagar em alta velocidade" na FLIP!

Alguém me belisca, que eu acho que estou sonhando? É, pessoal, meu livro nasceu! "Um divagar em alta velocidade" está aí! Viva a Quase Oito!!
Convido a todos para o lançamento na FLIP, na Casa do Desejo, às 15h30 no dia 27/07 (sexta-feira), após o lançamento de "A menina e a árvore", da Leticia Sardenberg, que ilustrei com tanto carinho. ❤️
Que maneira linda de começar! Estou muito feliz! Patricia Capella e Tatiana Kely, obrigada por acreditarem no meu trabalho. Vocês são 1.000!! "Um divagar em alta velocidade" ficou do jeitinho que eu esperava e ainda conta com apresentações da amiga Verinha Bastos, no prefácio, e da minha mestra querida Ninfa Parreiras na orelha! Só tenho a agradecer.
Então, se você for à FLIP, passa lá na Casa do Desejo! Eu vou adorar comemorar contigo! 

quarta-feira, 18 de julho de 2018


FLIP 2018, lá vou eu! Dia 27, sexta-feira vou participar de um bate-papo na Casa do Desejo - Literaturas que desejamos. Fica na Rua Fresca, 277, Centro Histórico, Paraty.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Quém quém


Visão, audição, olfato
Paladar e quem falta? O pato!
Virou um sentido
O intrometido
Velho conhecido com encaixe exato!

Luciana e Guilherme Peralva

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Salão FNLIJ 2018


Encontro lindo de artistas queridos no Salão FNLIJ! Tarde de trocas maravilhosas! Viva a LIJ!
Foto da poderosa Soraya Pamplona.

sábado, 16 de junho de 2018

Festa junina


Chapéu, cavanhaque, bigode, gravata
Mãos dadas aos pares e pose gaiata
Ele olha de banda
E dança ciranda
Arrasa na roda meu nobre pirata

terça-feira, 8 de maio de 2018

Para desembaçar


O líquido-edificador sacode e mistura tudo
Entrou no redemoinho, ele pica bem miúdo
Quem erra o passo
Fica sem baço
Volta o viço da infância e o rosto bochechudo 

Luciana e Guilherme Peralva

sábado, 14 de abril de 2018

Conversa ilustrada na FLIST


Hoje a tarde foi animada! Juntamos meus Livretos Coloridos com o Engolidor de espelhos, Aquarela e Livroeiro da querida Pepita Sampaio! Um bate-papo delicioso na Livraria Largo das Letras durante programação paralela da FLIST.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Epifania



Sapato, sem par ou pudor,
procurava por uma poça pra pisotear

Parou, reticente, rente à relva reluzente
recém regada e enrubesceu

Resistiu extasiado ao experimentar a eclosão
do embrião de uma embriaguez emocional

Em vez de destruir, debutou, num devir
uma dança débil diante da dádiva

Durante o adágio, agarrou, afanou, afagou
e se afogou: amou do âmago da alma

Animou-se passivo e apaixonado ao pensar
no seu potente par a penetrá-lo

Mais que pisotear, percebeu que precisava ele
do pisão bem dado de um pé pesado

Improvisou na imaginação, inventou imagens incríveis,
idealizando a introdução do intruso em si

Que oba-oba, olê-olá, onda oblíqua, obra profícua,
oásis ao som do oboé! Ó, oco obscuro!

Ode ao pé!
Sapato omófago
Fome
Fogo novo
Pôs um ovo!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Qual é a letra?


Disfarce em lycra com capa de nylon
Spray no cabelo, nos pés um pompom
Layout chinfrim
Imune ao bullying
Lá vem nosso herói: poderoso "Íspilon"!

Luciana e Guilherme Peralva

domingo, 7 de janeiro de 2018

Feliz 2018!


Começou diferente mesmo, o 2018. Com cheiro de mudança, muita reflexão e uma pitada de tristeza. Mas o nosso primeiro sarau Poesia no Parque do ano foi encorajador e super livre. Cada um leu o que achou que devia, de poetas consagrados ou não, poemas autorais, pessoas novas se apresentaram, gente de dentro e de fora (do grupo e do país!).

Escolhi ler dois poemas meus e o haicai abaixo, do Guilherme de Almeida:

O pensamento 

O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.

Guilherme de Almeida

Feliz 2018. Obrigada, família literária. Obrigada, literatura. Obrigada, Poesia no Parque!

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Confraternização da AEILIJ


Amigo oculto dos irmãos da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil - AEILIJ.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Poesia no Castelo: lançamento do Conta-contos


Dia 02/12 foi dia de lançamento no Poesia no Castelo. O sarau, com roteiro de Ninfa Parreiras, intitulado Conta-gotas de brinquedos, encerrou-se com apresentação e autógrafos do livro Conta-contos, feito em parceria da Cartonera Carioca com a editora Quase Oito. A reação das pessoas que o manuseavam foi incrível e o que mais se ouvia era "Que mimo!" Conta-contos tem costura artesanal e um acabamento que remete às ilustrações do livro. Nas orelhas, um jogo de memória e, no miolo, brinquedos e brincadeiras em doces minicontos. 

Organização de Ninfa Parreiras, ilustrações de Agostinho Ornellas, programação visual de Luciana Peralva, produção e acabamento de Miriam Ribeiro, Patricia Capella e Tatiana Kauss, com a participação especialíssima de Maria Izabel Cetto na costura. 

Os dezesseis autores: Agostinho Ornellas, Andréa Apa, Andrea Taubman, Antonella Catinari, Ismar Barbosa, Juliana Borel, Luciana Peralva, Marcela Fernandez, Martha Gomes, Miriam Ribeiro, Patricia Capella, Pepita Sampaio, Sol Mendonça, Tânia Barroso, Tatiana Kauss e Vera Bastos.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Mapas Literários na Escola Modelar Cambaúba


Hoje, na Escola Modelar Cambaúba, na Ilha do Governador, fomos presenteadas com uma manhã de leituras e afetos. Juliana Borel, Marcela Fernandez, Miriam Ribeiro, Pepita Sampaio e eu, além, é claro, da nossa querida Vera Bastos, que nos fez o convite, falamos um pouco de nós e da nossa antologia Mapas Literários: o Rio em histórias para as turmas do sétimo ano da escola, que fizeram um trabalho lindo acerca dos contos do livro. Os alunos deram um show de criatividade e nos emocionaram com flores, cartas e muita poesia. Obrigada, Verinha, por promover esse encontro maravilhoso com seus alunos (eles são demais!) e sigamos juntas! Viva a literatura! 

sábado, 21 de outubro de 2017

Carta à memória


Caríssima memória,

Escrevo para registrar meu apreço por você. Acredito que já tenha ciência disso, mas não custa frisar. Desde cedo, cresce em mim o medo de, um dia, perdê-la. Deixar de ser quem sou. Pior que morrer é viver sem lembrar.

Encontrei, noutro dia, entre guardados inúteis de fundo de gaveta, aquela cassete Basf, que uma vez me trouxe lembranças de um tempo que não vivi.

Era um encontro de família. Meu pai ao piano. Sua voz se misturava às de minhas tias, tios e... à minha. Uma cena usual, não fosse a plena certeza que eu tinha de jamais ter cantado aquela canção na vida. Marchinha de carnaval, falava de boias-frias bebendo para esquecer, seus sonhos de bife a cavalo com batata frita e, de sobremesa, goiabada cascão. Com muito queijo. Como eu podia ter apagado tudo aquilo?

A música era O Rancho da Goiabada, do João Bosco e do Aldir Blanc, que logo se emendou em João e Maria, do Chico. Minha voz cantava sem mim. Seria possível? Foi quando, na gravação, ouvi um choro de bebê, seguido da voz de meu pai: – Espera um pouquinho, Luciana. – Vrrrvvrrdfgtgghhhhhvrrr. Rebobinei a fita. – Espera um pouquinho, Luciana. – Ouvi tudo de novo. E de novo. Chorei e ri muito, agarrando-me a você e agradecendo por permanecer comigo. A voz que pensei ser a minha era de minha mãe, com a minha idade atual. Um susto. Peça pregada por uma lembrança alheia.

Devia haver maneira de costurá-la nas ideias. Leonard, no filme Amnésia, de Christopher Nolan, tatuava o próprio corpo com pistas sobre si mesmo. Gosto da estratégia. A tatuagem gruda na gente e não sai mais. Fiz minha primeira tatuagem com quase 40 anos.

Funes, o memorioso, de Borges, à primeira vista me pareceu o retrato da perfeição. Até o mesmo conto desconstruir essa impressão, provando por A+B as limitações de ser uma enciclopédia ambulante.

Uma pessoa enlouquece por total esquecimento ou por não saber articular memórias demais. Fico com a segunda opção, caso possa escolher. Simpatizo com o ditado “o que abunda não atrapalha” e me desce um tanto quadrado o tal “antes só do que mal acompanhada”.

Aquela cassete Basf não toca mais. O toca-fita tornou-se artigo raro. Assim como ouvir meu pai ao piano. Nem tudo se resolve com tatuagem. Até quando guardarei comigo a gargalhada contagiante do meu irmão caçula? E o cheiro de aconchego da minha avó?

Estou me estendendo demais. Queria apenas dizer que te amo e que não sei viver sem você. Às vezes te sinto distante, volátil, fulgaz. Isso me paralisa. Não me deixe só.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Ainda sobre o 19º Salão FNLIJ


O Notícias 08 da FNLIJ faz um belo levantamento dos acontecimentos no 19º Salão FNLIJ. Leitura recomendadíssima!

Segue abaixo um recorte sobre a entrega do prêmio do Concurso FNLIJ Era uma vez... uma proposta de leitura compartilhada: 

Elizabeth Serra apresentou a premiação do Concurso FNLIJ Era uma vez... uma proposta de leitura compartilhada do DILI – Dia Internacional do Livro Infantil IBBY de 2016, quando a FNLIJ foi a patrocinadora da mensagem. As vencedoras Jenny Iglesias Polydoro Fernandez da categoria relato real e Luciana Monteiro Peralva, da categoria relato ficcional, ambas do Rio de Janeiro, estiveram presentes para receberem seus certificados com presença de seus familiares. Em suas falas, contaram seus comprometimentos com a causa da literatura e sobre os textos apresentados. A emoção das ganhadoras, expressando a importância da premiação, é o maior e melhor retorno para a FNLIJ continuar com os reconhecimentos daqueles que fazem no seu dia-a-dia a diferença para o futuro de crianças. Os textos vencedores foram publicados no Notícias 12 de 2016, disponível em PDF no site www.fnlij.org.br.